quarta-feira, janeiro 31, 2007

Agora Fala... Helena Duarte

De quem é a culpa dos atrasos na justiça?

Os atrasos na justiça dependem de vários factores: Do elevado número de processos distribuidos a cada juiz, de determinados processos que se evitariam com uma “boa conversa”, da burocratização dos processos... E do hábito instalado que a justiça é lenta, o que por vezes convém, por vezes não!

Conte um dos episódios caricatos que já passou num tribunal…

Num dos primeiros casos, numa acção de divórcio, aquando da primeira conferência, a juiz questiona os cônjuges sobre as suas intenções em se divorciarem. A mulher afirma com toda a convicção que essa era a sua intenção. Quando questionado, o marido diz: “Só aceito o divórcio porque a minha advogada (naquele caso eu) me disse que seria melhor. Por mim, não queria divórcio nenhum, mas a doutora disse para eu dizer que sim…”.

Os fumadores respeitam a proibição de fumar em determinados locais?

Os fumadores, sobretudo, não se conformam de não poder fumar em todos os locais. Há fumadores mais conscenciosos que respeitam os outros e há os mais revoltados que os ignoram! Neste caso, como noutros, “respeitar” é difícil.

Como classifica os autarcas?

Há os bons e os maus. Muitas vezes o meio que os rodeia não é o mais “saudável”. Depois, existe a ideia generalizada da inércia e da ineficácia de todo o trabalho que envolve ou que está dependente das autarquias. E quem lá trabalha, muitas vezes, acomoda-se a essa ideia.

Algum dia vamos ter o mesmo nível de vida que os países mais desenvolvidos da Europa?

É difícil de atingir, a curto prazo, o nível de vida desses países, porque o salto seria grande, muito grande e não se podem saltar anos de cultura, desenvolvimento económico-financeiro, mudança de mentalidades. Há que aprender com as boas práticas e até com os erros desses países para assim melhorar o nível de vida.(1)


Do que é que fugia a sete pés?

Regra geral, tento fugir de tudo o que não gosto, das pessoas negativas, dos ambientes deprimentes, das “coisas com pouco sabor”. Há que aproveitar a vida de alma cheia e espírito aberto.

A vida é demasiado séria para ser levada a brincar?

A vida é demasiado simples para ser transformada em complicada.

A região tem sabido aproveitar as potencialidades turísticas?

Santarém esqueceu-se do Tejo. Há outras cidades ou vilas ribatejanas que aproveitam esse facto mas Santarém ainda não. Digo ainda, porque tenho esperança que as coisas mudem(2)
.

Concorda com a demolição da actual praça de toiros de Santarém e a construção de uma nova?

Afectivamente, não. Cresci nos arredores da praça de toiros, acho que traz alegria à cidade nos dias de corrida e só não traz noutros porque não é aproveitada como devia. Acho que aquele espaço devia ser remodelado e aproveitado para outros espectáculos.(3)


Fonte: O Mirante


(1) - Aprender? Cultura? Mudança de Mentalidades?
Não minha amiga, está muito enganada! O povo não precisa nada disso... o que realmente é necessário é mais animação, mais acção! Isso da Cultura é lá para aqueles que têm a mania que percebem de Política, História, Sociologia, Economia, etc.

(2) - Lá está a senhora com o seu mau humor!... Que importância têm um riozeco sem utilidade alguma?

(3) - Aquela praça, tanto quanto sei, é a maior do País, a segunda maior da Europa e a terceira maior do Mundo. Por isso, compreende-se perfeitamente que, praticamente, só se dê uso à mesma durante a feira da agricultura.
Até deviam era mandar abaixo e, no espaço deixado, fazer mais uns quantos mamarrachos todos bonitos como o W Shopping.

PS: Para os mais assustados, estive a ser irónico.

domingo, janeiro 21, 2007

D.Duarte e D. Isabel no almoço do rei em Santarém

D. Duarte de Bragança e d. Isabel Herédia participaram no sábado, em Santarém, no Almoço do Rei, organizado pela Real Associação do Ribatejo. O quarto almoço dos reis contou com mais de uma centena de monárquicos do Ribatejo, representantes de reais associações de várias regiões do país e teve como convidados os presidentes das câmaras municipais de Santarém, Francisco Moita Flores, e do Cartaxo, Paulo Caldas, assim como presidentes de juntas de freguesia de S. Nicolau e de Marvila, do concelho de Santarém, entre outros.
Jorge Rosa, presidente da direcção da Real Associação do Ribatejo, sublinhou que a Associação vai organizar o XIV Congresso da Causa Real em Santarém, one vai ser eleito consleho exetivo para os próximos três anos. Jorge Rosa referiu que estão em preparação protocolos culturais com as câmaras municipais de Santarém e do Cartaxo, que deverão ser assinados no último dia do Congresso. Em preparação estão também protocolos com a Santa Casa da Misericórdia de Santarém e com a Associação de Defesa do Património de Santarém. O presidente da Câmara Municipal de Santarém deu as boas vindas a D. Duarte e esposa. “Santarém Santarém é uma cidade com profundo orgulho na sua história e tem sempre as portas abertas com a tolerância de nos encontrarmos na diferença, pois o Estado democrático caracteriza-se pelo fio condutor que tem a sua fundação na fraternidade e na tolerância”, disse o autarca. “O Portugal republicano de hoje seria mais pobre se não tivessemos entre nós o pretendente à coroa que é uma referência ética e política de serviço à pátria, um alter ego face à mediocridade política que infelizmente tem minado os alicerces políticos de um país que deve ter orgulho na sua história. Antes ser rei sem coroa, mas honrado, do que rei com coroa e sem honra”. D. Duarte de Bragança considera que “um povo sem raizes não tem futuro e os governantes sérios sabem que é preciso preservar a nossa identidade e cultura, o património arquitectónico, cultural e ambiental”. O pretendente ao trono defende que o sistema democrático deve procar cativar e esclarecer o povo, caso contrário voltarão a ouvir-se vozes de venha quem mande, com os resultados que se viram com a ditadura. Aproveitou para defender a restauração da monarquia, sistema que entende ser o “garante dos direitos, liberdades e garantias do povo, através de uma liderança independente dos poderes económicos e políticos do momento”. Quanto ao facto da chefia do Estado não ser eleita, D. Duarte sublinha que “o Parlamento pode em qualquer altura destituir o rei e um rerefendo pode acabar com a monarquia, por isso a democracia prevalece sempre e basta ir a Espanha ou ao Luxemburgo para o verificar”.

Fonte: O Ribatejo

Debate sobre a despenalização da interrupção da gravidez em Santarém

Começou “dois contra dois”, mas rapidamente o debate sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez passou a uma maioria significativa de defensores do sim na sala, entre os quais o presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores, e a deputada Luísa Mesquita.
Na mesa, os defensores do não estiveram representados por Ramiro Matos, vice-presidnete da Câmara de Santarém, e membro d movimento Mais Aborto Não, e Jacinta Oliveira, do movimento Mulheres em Acção; do lado do sim as deputadas Sónia Sanfona, do PS, e Helena Pinto, do Bloco de Esquerda; sendo moderadora Helena Freitas, ex-presidente da Casa da Europa do Ribatejo. O debate encheu a sala da Casa do Brasil na sexta-feira à noite, contando-se na assistência com as presenças do presidente Moita Flores e a esposa, a actriz Filomena Gonçalves, a presidnete da Câmara de Salvaterra de Magos, Ana Cristina Ribeiro, da deputada da CDU Luísa Mesquita, dos deputados municipais Pedro Braz, do PS, Pedro Malaca, do BE, entre outros.
Ùnico homem na mesa, Ramiro Matos defendeu que o assunto não diz respeito exclusivamente à mulher, mas ao casal, e dedicou-se a desmontar a pergunta a que os portugueses vão responder no referendo, para afirmar os seus argumentos contra a despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Considera que se trata de uma “liberalização do aborto”, pois “poderia haver apenas uma penalização (por exemplo uma coima), sem criminalizar, oiu seja continuaria a ser ilegal, mas não seria crime”. Ramiro Matos considera ainda que “se o sim vencer, os abortos vão aumentar e sobrecarregar o serviço de saúde e aumentar os custos do Estado. Argumnenta ainda com o seu desconhecimento das razões porque se escolheu o prazo de 10 semanas. Quanto aos julgamentos de mulheres por pratica de aborto, Ramiro Matos refere que houve 37 arguidos e apenas 9 condenações, e nenhuma foi presa.
Sónia Sanfona pediu para se “olhar a realidade, com coragem, bom senso, sem hipocrisia e sem esconder a cabeça debaixoda areia”, e reconhecer que “a actual lei é pura hipocrisia e nenhuma mulher vai abortar por ser legal ou ilegal, por razões da sua vida, do seu foro íntimo e da sua consciência, numa decisão sempre sofrida e que a faz sofrer”. Sublinha que se o sim vencer e houver uma votação massiva, o aborto continuará a ser um crime no código penal, mas passa a haver excepção, até às dez semanas e se for praticado em estabelecimento de saúde legalmente aiutorizado, além das excepções já contempladas na actual lei para os casos de violação, má formação do feto e risco de vida para a mulher”. Sónia Sanfona refere que “as mulheres que foram condenadas não se encontram presas, mas podem ainda vir a sê-lo, e ficam com registo criminal que é um documento necessário, por exemplo, para obter um emprego, além de já terem sido humilhadas e violadas na sua privacidade, ao passarem pelo julgamento”.
“Aborto a pedido não”, diz Jacinta Oliveira, que defende um “maior empenho na melhoria da sociedade e das condições de vida das mulheres” e, por isso, diz não se conformar com o aborto, nem antes, nem depois das 10 semanas, pois embora admita que a maternidade é deve ser uma opção, defende o princípio da responsabilidade.
Helena Pinto recorda que o referendo de há 8 anos atrás não foi um acto cívico de que o povo português se possa orgulhar, pois nem metade dos eleitores foi votar. Espera, por isso, que este referendo possa representar um virar de págiuna na democracia portuguesa. Na sua opinião, “não estão em causa concepções filosóficas, éticas ou religiosas - pois cada um tem as suas e não as deve impôr aos outros – mas de reconhecer a realidade do aborto clandestino que todos os anos leva milhares de mulheres aos hospitais, muitas em risco de vida, por não terem dinheiro para irem às clínicas de luxo ou ao estrangeiro. “Qual é actualmente o limite para se fazer um aborto numa clínica d eluxo ou numa parteira de vão de escada? Nenhum, porque é uma prática liberalizada e sem qualquer controlo sanitário”.
O debate alargou-se ao público, com Pedro Braz a fazer a apologia do não: “sou pelo não porque é algo genético em mim. Considero que os prazos não fazeem sentido pois embrião, nascituro, é tudo vida humana, desde a fecundação”. Por isso, diz fazer-lhe “confusão que o Estado possa vir a pagar milhões de euros para fazer abortos e não comparticipe os tratamentos de fertilidade dos casais que pretendem ter filhos”.
Francisco Colaço comparou os julgamentos das mulheres por aborto aos castigos aplicados às mulheres em estados clericais com regimes confessionais como o Irão ou a Arábia Saudita. Só que “em lugar de levarem chibatas em público, são julgadas e condenadas”.
Fabíola Cardoso afirma que “o ideal seria que a contracepção funcionasse sempre, que o apoio à maternidade e à paternidade fossem realidade no mundo laboral e na sociedade portuguesa e que tivessemos educação sexual nas escolas - o que ainda não acontece, muito por culpa dos mesmos defensores do não. Agora se todos trabalharmos pelo planeamento familiar, pode ser que daqui a 10 anos esta lei possa ser atirada para o lixo, porque não haverá mais abortos, mas hoje há mulheres a morrer ou em perigo de vida por causa do aborto clandestino e é essa realidade que temos de mudar”.
Helena Pinto teve de rebater argumentos falaciosos, sublinhando que “o sigilo médico impede que se torne conhecido o nome das mulheres que façam abortos em hospitais públicos e que actualmente o Estado já paga milhões de euros para tratar as mulheres com problemas provocados por abortos clandestinos”.
O debate aqueceu verdadeiramente com a intervenção de Francisco Moita Flores, defensor do sim, desde o tempo em que como agente da Polícia Judiciária viu mulheres mortas por causa de abortos clandestinos. “Uma delas fomos encontrá-la num quarto de uma pensão, com a cama encharcada em sangue, porque teve medo de ir ao hospital...Temos de encontrar uma solução para isto e penso que a Assembleia da República já devia ter resolvido o assunto sem necessidade de referendo”. Comparou os defensores mais acérrimos do não ao tristemente célebre deputado que defendeu no Parlamento que o sexo é só para fazer filhos, e critica a "moral crispada e rígida em que a mulher fica sempre por baixo, em qualquer situação da vida, e alguns até parece que nem tiram o pijama para fazer amor”. “Eu gosto de sexo”, assegurou Jacinta Oliveira, ao que Moita Flores respondeu que “pelos vistos, não gosta tanto como pensa, pois só se engravida porque há paixão, sexo, e na raiz está o amor”. Moita Flores recordou o que a revolução sexual dos anos 60 e a pílula fizeram pela libertação da mulher e pela laicização e desinstitucionalização da relações sexuais.

Fonte: O Ribatejo

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Professor José Hermano Saraiva em Santarém

A ouvir aqui.

De facto é uma delícia ouvir este Homem. O seu saber, cultura e altivez, aliado a uma discursso simples e conciso, torna-o um dos mais ilustres intelectuais no nosso País.
Mas olhem (já pareço o professor Hermano...) isso da formação e da cultura não interessa muito! Por isso, se não tiverem paciência em ouvir tudo, compreende-se perfeitamente.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Ausência

Como devem ter reparado tenho estado ausente e o meu novo projecto ainda não avançou. Peço desculpa por tal facto, mas na vida temos de ter prioridades e nesta altura são os estudos que estão à frente.

Espero que depois desta "revoada" de exames, possa estar aqui convosco na blogoesfera.

Um bom ano de 2007 para todos(as)!

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Mas antes de partir, uma gargalhada final...

GNR acaba com noites de prazer
A GNR selou o bar nocturno em Marinhais na madrugada de domingo e acabou com as noites intermináveis de prazer de dezenas de clientes habituais. Entre os frequentadores mais assíduos, estão alguns autarcas e empresários da região que já estão à procura de local alternativo onde possam partilhar emoções com as meninas, sempre tão solícitas para os atender.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Viagem

O Santarém Identitária vai viajar. Não fisicamente, porque nem todos têm a mesma sorte do meu amigo Miguel Jardim, mas internauticamente. Preparo um novo projecto que em tempo certo anunciarei aqui neste espaço.
O Santarém Identitária não vai acabar, que fique bem claro! É apenas uma pequena pausa para refrescar a cabeça com ideias, caminhos e soluções para um combate Europeu, Nacional e Regional sério e eficaz.

Obrigado a todos o que por aqui têm passado.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Santarém adere à Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos

A Câmara de Santarém aderiu, na quarta-feira, à Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos e comprometeu-se em eliminar as barreiras arquitectónicas e impor novas regras nas obras particulares.
A adesão foi marcada por várias iniciativas da Associação Portuguesa de Planeadores do Território (APPLA) que reuniu um grupo de voluntários para percorrer a cidade em cadeiras de rodas e assinalar os problemas encontrados.

Em declarações à Agência Lusa, o vice-presidente da Câmara de Santarém, Ramiro Matos, explicou que a autarquia se comprometeu em eliminar até 70 por cento das barreiras de parte do centro histórico no prazo de dois anos e a aprovar um novo regulamento para obras particulares que impõem novas regras em matérias de acessibilidades.

No diagnóstico social do concelho, a autarquia detectou que existem cerca de um milhar de munícipes com deficiência motora a que se soma um número ainda maior de idosos, com mobilidade reduzida.

"São números expressivos que nos leva a ter uma atenção especial para este tipo de população", afirmou Ramiro Matos, que promete intervir nos edifícios públicos para criar novos acessos a deficientes.

"A adesão à rede nacional permite-nos contactar com as boas práticas existentes noutros municípios e implementarmos um conjunto de medidas de ordenamento", explicou o autarca.

O protocolo visa "adequar as cidades e vilas a todos os cidadãos através da abolição de barreiras arquitectónicas, sociais e psicológicas e definir acções que contribuam para a liberdade e equiparação de oportunidades", refere a autarquia em comunicado.

Já à APPLA competirá "elaborar um plano de intervenção das acessibilidades" para a cidade, e "coordenar a comissão de acompanhamento" das soluções introduzidas, refere ainda a autarquia.


Uma boa iniciativa. De facto há sempre uma tendência em esquecer aqueles que não tiveram a mesma sorte que a maioria de todos, isto é, não sofrer de debilidade motora.

Agora Fala...José Leal

Vive-se bem em Vila Franca?

Devido a vários factores que condicionam a nossa qualidade de vida, que também são inerentes ao progresso da cidade – obras em infra-estruturas, trânsito rodoviário, entre outros -, pode-se dizer que se vive razoavelmente bem em Vila Franca de Xira. No entanto, esta é uma cidade com um grande potencial. Potencial esse que está a ser desaproveitado.

Refere-se a quê em concreto?

Falo do rio Tejo. Lembro-me de, quando era miúdo, ver aos fins-de-semana todos aqueles barcos de passeio com pessoas que vinham do Barreiro e de Lisboa. Chegavam a Vila Franca de Xira e aqui passavam uma tarde agradável. Ajudavam a desenvolver o turismo, impulsionando, desse modo, o comércio local. Esta prática caiu em desuso, mas a câmara poderia recuperá-la.

É um saudosista?

À volta tudo cresceu. Enquanto Vila Franca de Xira estagnou, Alverca e Carregado cresceram. Olho com saudade para os velhos tempos.


O que vê de positivo em Vila Franca de Xira?

Vejo que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira tem feito um grande esforço pela promoção da cidade. Mesmo assim, sou da opinião que é preciso apostar ainda mais na sua divulgação, quer no país, quer no estrangeiro, para que mais turistas possam visitar-nos.

E de menos positivo?

Concordo com a construção do Museu do Neo-realismo. Só não concordo é com a sua localização. Ficava melhor na zona ribeirinha. A obra que se justificava no centro da cidade seria a construção de um silo, que solucionava parte do problema do estacionamento automóvel.

No futuro, vai andar de TGV?

Não se justifica, pelo menos por agora, o investimento de milhões de euros que o Governo irá fazer com a implementação desta solução em Portugal. Dispenso o TGV.

José Sócrates é um bom primeiro-ministro?

Não tenho tendências partidárias. Pelo que ouço e observo, vejo ser um político que está a tentar endireitar o país. Claro que há sempre uns que ficam mais descontentes que outros.

George W. Bush daria um bom presidente em Portugal?

Não acho que seja uma pessoa sensível, nem tão pouco democrática. As posições que tem tomado – intervenções militares no Iraque e Afeganistão, o problema do nuclear com a Coreia do Norte e as políticas internas adoptadas -, não se coadunam, quanto a mim, com as tradições de um país como os Estados Unidos. Bush já está a pagar a factura pelo seu mau desempenho político. Se não é bom para o seu país, muito menos seria para Portugal.

Gosta de viajar?

É das coisas que mais gosto de fazer na vida. Tenho conhecido outros povos e outras culturas, que me têm aberto os horizontes. Tenho aprendido muito com isso. Já estive em cerca de 28 países, repartidos por cinco continentes. Só me falta conhecer a Ásia e a Oceânia.

Quer apontar o próximo destino de férias?

Essa pergunta vai ter que fazer à minha mulher, que está a preparar-me uma surpresa.


O sr.José Leal vai de encontro aos meus pensamentos, isto é, temos que saber rentabilizar mais o nosso Rio Tejo, pilar essencial da Identidade Nacional, para um maior desenvolvimento regional. Numa altura em que se fala tanto em apertar o cinto, e evitar custos a mais (nota-se, o TJV por acaso deve sair barato...), há que saber usar bem aquilo que a natureza nos deu.